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Após receber incentivos públicos, BBCA arrenda silo, vende terrenos e gera especulações

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Foto: Marcos Ermínio - Midiamax

A população de Maracaju está aguardando o cumprimento da promessa de implantação da indústria chinesa BBCA que se arrasta desde 2013.

O projeto empresarial já custou mais de R$ 3 milhões de reais em recursos públicos, o projeto da BBCA Brazil tem promessa de investir mais de R$ 2 bilhões em Maracaju.

O atraso nas obras e até mesmo locação de silo de armazenamento de grãos geraram desconfiança e especulação sobre a indústria asiática ter abandonado Mato Grosso do Sul, isso chamou atenção da mídia estadual. Conforme noticiado pelo Jornal Midiamax ontem, o projeto do conglomerado chinês focado no processamento de milho para produção, por exemplo, de amido e ácido lático, causa estranhamento por conta das constantes paralisações e do aluguel de parte de sua estrutura para a Lar Cooperativa Agroindustrial, pelo menos, até janeiro de 2021.

Além dessa situação, parte da área que a empresa adquiriu já teria sido vendida, conforme informações, aumentando especulações de que o projeto está congelado e pode ser dissolvido.

O prefeito Maurílio Azambuja (MDB) disse que o município foi informado pelo grupo chinês apenas sobre a paralisação das obras. “Eles tiveram transtornos por causa do valor do dólar e com a pandemia. A informação que tenho é de que arrendaram até janeiro e depois vão retomar as obras. A pandemia também prejudicou o andamento da instalação da indústria, pois impediu a locomoção deles”, pontuou.

O titular da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), Jaime Verruck, informou que o governo de MS autorizou a prorrogação em mais 12 meses no prazo para o grupo finalizar a primeira etapa da implantação da planta em Maracaju, com previsão de incentivos fiscais milionários. A reportagem entrou em contato com o escritório da BBCA em Campo Grande, mas não obteve retorno das solicitações.

A promessa da implantação da indústria se arrasta desde 2013. Após dois anos de tratativas, o lançamento oficial da planta aconteceu. Alegando dificuldades para importar produtos da China, o grupo adiou a conclusão da planta em Maracaju para 2019, mas o prazo foi mais uma vez adiado e, então, ficou para outubro de 2020. Agora, com a pandemia e o dólar alto, a empresa promete retomar as obras somente em 2021.

Até agora, além dos silos, a empresa construiu dois armazéns, um barracão, 30 casas e puxou 10 quilômetros de fios de alta tensão. Além de incentivos fiscais do governo do Estado, o grupo chinês “ganhou” uma área de 100 hectares da prefeitura de Maracaju, cada hectare custou de R$ 30 a 60 mil reais ao município.

Voluntariamente, a BBCA adquiriu cerca de 170 hectares para o projeto e parte desta área já estaria sendo comercializada, contudo essa especulação ventilada pelo Midiamax não foi confirmada pela empresa que até o momento não se posicionou oficialmente.